terça-feira, 27 de setembro de 2011

ArquiOlhares: Luzes...Cores...Primavera!



Pequenos pontos de luz no chão e nas paredes
A luz cria e desconstrói as formas
Nada é o que parece
O que era um instante atrás, agora se perdeu.


Outro ângulo, mesma cena
Formas estáticas que ganham dinamismo pela simples falta de permanência
Há vida aqui.


A luz inventa e multiplica as cores
Quantas exatamente você vê?






E agora?
São novas e infinitas cores ou novos e infinitos tons?
Eles dividem o mesmo espaço e confundem o olhar.


A natureza é isso,
Uma grande ilusão de ótica,
Uma grande brincadeira sensorial.
A simplicidade é complexa,
A perfeição é imperfeita.


As sensações que você tem dependem da escala que você usa para ver as coisas e da combinação certa de luzes, formas, cheiros e cores.
É, pode não parecer, mas estou falando de arquitetura.
Afinal, se as infinitas possibilidades já existem na natureza, cabe a nós, arquitetos, exclusivamente a tarefa de combiná-las.
Usamos um olhar macro para reproduzir sensações sutis que são percebidas como um todo, implicando na união dos sentidos.
Esse é o verdadeiro sentido da arquitetura, já que, assim como na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.


Bem vinda estação das transformações!
Sinta, experimente e se inspire com a primavera!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ArquIdéias: Arquitetura de interiores Banheiro

Hoje vou falar um pouco sobre uma das minhas paixões, a arquitetura de interiores.
É incrível como pequenos detalhes, mínimos cuidados podem alterar completamente nossa percepção de um ambiente.

Banheiros, fatalmente, são ambientes que acabam recebendo menor atenção quando estamos compondo as ambientações de uma residência. Ninguém pensa que é neles que acordamos com uma água fresquinha pela manhã; que tomamos aquele banho gostoso quando chegamos cansados de um dia de trabalho; que nós, mulheres damos os retoques finais antes de sair pra aquela ocasião especial...

Só aí já temos a necessidade de três características fundamentais desse ambiente: funcionalidade, tranquilidade e... iluminação!!!!!Sim, caros leitores, a iluminação em um banheiro é algo de extrema importância.

Dependendo da escolha certa de materiais, cores e luminárias é possível ter um pequeno spa dentro de casa. Em 11,55m²?Que tal?Vamos tentar?

"Casa Jorge"| Agosto 2008
Acima um projeto que fiz em agosto de 2008 para um banheiro com 3,30mX3,50m em uma residência. O banheiro pertence a uma suíte e é contíguo a um closet .Percebem que o uso da madeira, tons terrosos e do porcelanato trabalhado dá um toque de aconchego, de calor a um ambiente que é naturalmente frio. O deck de madeira que recebeu a banheira contribuiu pra aquele clima de spa.
Outra dica: ambientes quadrados tornam-se tediosos mais rapidamente ao olhar, invista em cores mais chamativas em paredes paralelas, crie mais dinamismo!!!

Bom, fica a dica. Até a próxima!

domingo, 18 de setembro de 2011

Concurso Ópera Prima 2011



    Surpresa ótima!!!Chegou meu certificado de participação do Concurso Ópera Prima 2011!!!=)

     O ano de 2010 foi muito especial pra mim. Foi neste ano que concluí mais uma etapa na minha vida profissional. A formatura é um divisor de águas na vida de qualquer pessoa já que deixamos de ser meramente estudantes e passamos a ser profissionais, com os respectivos direitos e deveres de cada profissão.
    Foi sem dúvida um dia marcante, e com um gostinho especial por dois motivos: a menção honrosa e a indicação ao Concurso Ópera Prima.
    Agradeço a todos que acreditaram em mim e no meu trabalho, em especial ao meu querido professor e orientador Maurício Polidori, que me proporcionaram representar a UFPel neste concurso de trabalhos finais de graduação em nível nacional.
O meu trabalho, intitulado "Parque Urbano e Requalificação do Médio Curso do Arroio Pepino" visava a recuperação de uma importante área de várzea da cidade de Pelotas e incluía 3 escalas de projeto: macro (reorganização viária e conectividade urbana), meso (parque urbano e renaturalização do Arroio Pepino) e micro (Paisagismo, mobiliário urbano e estrutura de feira) . 
    Dediquei-me à este tema pois durante muito tempo, a estratégia de ocupação das várzeas de cursos d'água urbanos se resumiu na retificação dos leitos, dirigindo-os à jusante pelo caminho mais curto e com grande velocidade de escoamento. Buscavam-se áreas para a agricultura, urbanização e minimizar os efeitos das cheias. Esta concepção trouxe consigo diversos problemas. As espécies nativas de várzeas foram alarmantemente reduzidas e as cheias hoje causam prejuízos cada vez maiores. A preocupação com os impactos nos meios natural e urbano é recente. Em especial no caso dos rios urbanos, geralmente planejados como meros canais de esgotamento pluvial, desconsiderando-se os aspectos físicos e ambientais envolvidos. Hoje as novas estratégias são dirigidas à renaturalização de cursos d’água, valorizando as condições naturais hídricas e das baixadas inundáveis.
  No caso de estudo, a canalização só potencializou os problemas de drenagem, o que levou à criação de uma segunda alternativa de foz. Este projeto visa a requalificação ambiental do entorno imediato do médio curso do Arroio Pepino, potencializando os processos de drenagem e aumentando a qualidade de vida da população lindeira, com a criação de um parque urbano que instigue a curiosidade das pessoas, fazendo-as adentrar ao meio e interagir com ele.Valorizar o potencial de lazer do recurso hídrico, mesmo este não se situando no litoral.
  A idéia inicial do projeto partiu da curiosidade que os vazios urbanos despertam. Raramente um ecossistema como o do banhado permanece em áreas de urbanização intensa, já que sofrem com a ação das forças urbanas.O papel de um curso d'água no contexto urbano é interessante, ao passo que ele separa as duas margens, é o elo de ligação entre elas. Neste caso, o Arroio Pepino se situa na conexão do centro histórico com os bairros mais afastados.
Considerando todos estes fatores, nasceu a idéia da requalificação dos cursos d'água da cidade. Este projeto tem como alvo somente o médio curso do Arroio Pepino, mas com projetos integrados posteriormente, esta requalificação poderá estender-se. Representa assim, apenas o início de uma série de outras ações que poderão melhorar o espaço urbano de Pelotas. A criação de um logotipo fortalece o projeto e se baseia nas antigas embarcações de couro chamadas pelotas, as quais deram nome e identidade a esta cidade, que teve suas origens nos transportes fluviais.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ArquiPensamentos: Eleições CAU 2011


Te liga Arquiteto!!!



REGULAMENTO ELEITORAL PARA AS ELEIÇÔES DO CAU


Conforme a deliberação de Nº 25/2011 da CCEARQ realizada em Brasilia, dos dias 11 a 13 de Maio de 2011, fica instituído o regulamento da Primeira Eleição para Conselheiros de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e para os Conselheiros de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e Distrito Federal, de acordo com a Lei Nº 12.378, de 31 de Dezembro de 2010.
Para mais informações, faça o Download do Regimento na sua íntegra.

Clique aqui  para baixar o texto completo


A eleição dos futuros conselheiros do CAU, dos CAUs Estaduais e do Distrito Federal se dará pela rede mundial de computadores - INTERNET - na data de 26/10. A senha será enviada até 30 dias antes da eleição através de remessa postal a todos os profissionais que compõem os Colégios Eleitorais.


O voto é obrigatório, e será exercido no sítio www.votaarquiteto.com.br no dia da eleição da 00:00h até as 20:00h de Brasília, de qualquer parte do Brasil e do exterior.

Cronograma das eleições
fonte: CREA GO



domingo, 4 de setembro de 2011

Projeto Acadêmico 8° Semestre: Projeto Restauro e Reciclagem do Prédio da Antiga Estação Férrea do Cerrito

"A cidade possui memória, possui história, mas se esta fica restrita aos conhecimentos e vivências dos mais velhos, tende a se perder no tempo..." 


     No 8º semestre fomos até o Município do Cerrito, onde fizemos o levantamento do seu centro histórico na etapa de Projeto Urbano. Etapa esta que foi realizada no primeiro momento do semestre e em grupos.
     Os levantamentos perceptivos, de fachadas e do centro histórico em geral culminou no desenvolvimento de propostas urbanas novas e que tinham como objetivo valorizar o município e melhorar aspectos urbanos como a fluidez do tráfego.
   Num segundo momento, os grupos foram desfeitos e coube a cada um de nós desenvolver o projeto de reciclagem de um dos edifícios de valor histórico da cidade. Nesta etapa de projeto arquitetônico, meu foco foi a antiga estação férrea do Cerrito.

a idéia...

   Foi no convívio direto com a população do Cerrito que nos ficou claro a importância da cidade. É com os moradores mais antigos que estão guardadas as histórias, hábitos e memórias dessa gente. Tivemos a oportunidade, em nossas entrevistas ao longo do semestre, de conhecer algumas dessas personagens que dão vida à cidade.
   Uma cidade é feita pelas pessoas e para as pessoas, daí a importância de conhecermos nosso passado para projetarmos nosso futuro.
Mas a memória não está somente nos museus, é preciso aproximar as pessoas da sua própria história, tornando acessíveis quaisquer tipos de documentos e registros.
   O presente projeto visa tornar realidade uma necessidade eminente da cidade. Tem como objetivo projetar instalações capazes de fornecer toda a infra-estrutura necessária para o recolhimento, triagem, cadastramento e devido armazenamento deste material, oferecendo o máximo de conforto em consultas populares, pesquisas escolares...
   O espaço visa disponibilizar também, livre acesso à internet, mediante cadastramento para controle de uso, e espaços destinados à exposições, convenções, mostras de filmes, e qualquer outro evento de cunho cultural e que possa render capital a ser revertido na viabilidade econômica de manutenção do Centro.
O "Centro de Documentação Histórica e Difusão da Cultura Estação Viva Cerrito" busca dessa forma, revitalizar um edifício público e entregá-lo a usufruto da população, instigando-a a descobrir mais sobre si mesma e preenchendo uma lacuna existente na cidade, que é a falta de locais para eventos.
   A situação é tão crítica, que vários depoimentos de jovens principalmente nos revelaram o panorama da cidade em fins de semana: a maioria da população vai para Pedro Osório, esvaziando a cidade.
Este fenômeno nos faz refletir em quais campos se deve atuar para não só explorar o potencial turístico da regiao, fazendo com que pessoas venham para a cidade como também proporcionar atrativos para a prórpia população, evitando assim, que esta tenha que se deslocar na hora do lazer.

objetivos...

  • aproveitar ao máximo as construções existentes, mantendo a "casca" e recriando espaços interiores, mantendo a percepção do edifício histórico mas melhorando a ambientação;

  • utilização de elementos arquitetônicos e proporções da própria edificação como embasamento para a criação de uma linguagem contemporânea, sem falsos históricos;

  • utilização de elemento  leve, neutral e de alta permeabilidade como elo de ligação entre passado e presente


o uso...



  • resgatar a memória da cidade, já que se observa a deficiência que possui quanto à disponibilização de documentos e registros  para pesquisa e utilização da população em geral;
  • disponibilizar livre acesso à internet, mediante cadastramento para controle de uso, e espaços destinados à exposições, convenções, mostras de filmes, e qualquer outro evento de cunho cultural e que possa render capital a ser revertido na viabilidade econômica de manutenção do Centro.
Apresentação
Referenciais




Programa de Necessidades
Relações com a Pré-Existência




Implantação e entorno imediato

Cobertura

Planta "Demolir/Manter/Construir"
Planta Baixa
Planta Mobiliada
Planta de Pisos

Planta de Forros

Detalhamento das Esquadrias

Descrição dos serviços de restauro e de reparos

Cortes




Fachadas

Perspectivas Externas

Perspectivas internas


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ArquiPensamentos: Mudanças no novo Código Florestal



Via coletora em APP totalmente ocupada no centro urbano de Pelotas|RS
  
Foi apresentado hoje à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania o relatório do projeto do novo Código Florestal pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC).As principais modificações inseridas por Luiz Henrique são relativas a adequações constitucionais, para garantir segurança jurídica ao texto principalmente no que se refere ao "polêmico artigo 8º",que trata da legalização da atividade agrícola em áreas de preservação permanente (APPs), como várzeas e topos de morros, feitas até julho de 2008,numa tentativa de amenizar os conflitos, já que os ambientalistas o consideram uma anistia aos desmatadores.

A nova redação diz que a intervenção ou supressão de vegetação nativa em APPs somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas na lei em discussão, ficando autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvopastoris, de ecoturismo e turismo rural em áreas rurais consolidadas até julho de 2008. Também houve a especificação desses conceitos, no artigo 3º.

Segundo o parlamentar,houve a mudança redacional que define claramente e sem excessões o que é utilidade pública, interesse social e atividade de baixo impacto ambiental, não permitindo novos desmatamentos.
O relatório, segundo disse, também estabelece as competências dos estados e do Distrito Federal na aplicação da lei, ou seja, deixa claro que a norma geral compete à União e o detalhamento aos demais entes federados, mas dá poderes aos governadores, além do Presidente da República, de disciplinarem os casos de utilidade pública, interesse social e baixo impacto ambiental.
Uma das modificações propostas pelo senador incluiu como atividade de utilidade pública obras de infraestrutura destinadas aos serviços públicos de transporte, saneamento, energia, estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas, facilitando assim, a realização da Copa e das Olimpíadas.


Detalhamento
Luiz Henrique detalhou o que são as atividades de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental, que poderão ser definidos por governadores de estado ou o Presidente da República, exceções previstas para as intervenções em APPs.

- Utilidade pública:

a)
as atividades de segurança nacional e proteção sanitária;

b) as obras de infraestrutura destinadas aos serviços públicos de transporte, saneamento, energia, mineração, telecomunicações, radiodifusão, e estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas municipais, estaduais, nacionais ou internacionais;

c) atividades e obras de defesa civil;

d) demais atividades ou empreendimentos definidos em ato do chefe do Poder Executivo federal ou estadual.

- Interesse social:
a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como: prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de espécies invasoras e proteção de plantios com espécies nativas;

b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena propriedade ou posse rural familiar ou povos e comunidades tradicionais, desde que não descaracterizem a cobertura vegetal existente e não prejudiquem a função ambiental da área;

c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidadas, observadas as condições estabelecidas nesta Lei;

d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009;

e) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e de efluentes tratados para projetos cujos recursos hídricos são partes integrantes e essenciais da atividade.

f) as demais obras, planos, atividades ou empreendimentos definidos em ato do chefe do Poder Executivo federal ou estadual.

- Atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental:a) abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões, quando necessárias à travessia de um curso de água, ao acesso de pessoas e animais para a obtenção de água ou a retirada de produtos oriundos das atividades de manejo agroflorestal sustentável;

b) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e efluentes tratados, desde que comprovada a outorga de direito de uso da água, quando couber;

c) implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo;

d) construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro;

e) construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes de comunidades quilombolas e outras populações extrativistas e tradicionais em áreas rurais, onde o abastecimento de água se dê pelo esforço próprio dos moradores;

f) construção e manutenção de cercas de divisa de propriedade;

g) pesquisa científica relativa a recursos ambientais, respeitados outros requisitos previstos na legislação aplicável;

h) coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de mudas, como sementes, castanhas e frutos, respeitada a legislação específica de acesso a recursos genéticos;

i) plantio de espécies produtoras de frutos, sementes, castanha e outros produtos vegetais, plantados juntos ou de modo misto;

j) outras ações ou atividades similares, reconhecidas como eventual e de baixo impacto ambiental em ato do chefe do Poder Executivo federal ou estadual.

Este assunto sempre me despertou grande interesse porque traz a tona os grandes problemas ocasionados pela falta de planejamento urbano das cidades.
O maior problema de aplicar o Código Florestal é talvez nas cidades, meios urbanos já consolidados e que se encontram em situações críticas de ocupação de APPs. Situações que podem e estão ocasionando tragédias. Afinal, o que fazer em situações como estas?
A resposta está no planejamento urbano. É possível sim "aliviar as tensões" naturais de ambientes já consolidados. Alterar a hierarquia viária, recompor encostas, renaturalizar áreas de várzea...Não é porque as ações são limitadas ao bom funcionamento da cidade que elas não podem ser executadas.
Cabe ao poder público atuar pro-ativamente, buscar regularizar as ocupações ilegais, obter recursos para fazer as desapropriações necessárias e trabalhar na prevenção de tragédias que podem ser, no mínimo, minimizadas.

Pense nisso e divulgue essa idéia...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ArquiPensamentos: Pioneirismo da capital Gaúcha: Porto Alegre terá o Primeiro Plano Diretor de Acessibilidade



O primeiro passo foi dado.
O Plano Diretor de Acessibilidade reúne toda a legislação vigente sobre o assunto, estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A prefeitura da Capital Gaúcha assumiu uma postura pioneira no que diz respeito ao direito dos portadores de necessidades especiais já em 2005, quando foi criada a Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis), hoje coordenada pelo secretário Paulo Brum, que organiza, em parceria com outras secretarias e entidades, cursos de capacitação profissional e acesso à informação sobre os direitos dessa população.
Cabe a nós, arquitetos e urbanistas, a consciência de que o primeiro passo deve ter continuidade e ser empregado  nas demais cidades. Pelotas, por exemplo, assim como toda cidade com um patrimônio histórico muito rico e diversificado, possui diversas limitações de acesso e de livre circulação tanto para o deficiente físico quanto para o idoso.
Um centro histórico localizado bem na área de maior tráfego e de maior concentração populacional exige maiores atenções. A preservação é necessária, mas temos que garantir o direito que todo cidadão têm de circular livremente e de ter acesso a tudo o que a cidade oferece, seja ele portador de deficiência ou não, cidadão é cidadão, a igualdade é garantida perante a lei.
Abaixo a reportagem do jornal Sul 21 que introduz o assunto.

'O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, sancionou nesta segunda-feira (22) o projeto da Câmara que cria o Plano Diretor de Acessibilidade. Porto Alegre é a primeira capital brasileira a contar com um plano para promover a acessibilidade das pessoas com deficiência nos espaços públicos.
O ato de assinatura integra a programação da 14ª Semana Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência. “As cidades não estão preparadas para a diversidade humana que devem comportar. O plano de Porto Alegre, fruto de intensa discussão com a sociedade, será um instrumento para fazermos um diagnóstico das necessidades específicas da capital, além das providências que já adotamos no transporte coletivo, calçadas e cursos de capacitação para as pessoas com deficiência”, afirmou Fortunati.
O Plano Diretor de Acessibilidade de Porto Alegre identifica necessidades de adequações das áreas nos novos projetos e intervenções de médio e longo prazos, contribuindo para a qualificação progressiva e integrada dos espaços públicos e privados de uso coletivo. O projeto inclui diagnóstico da Facultade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS, viabilizado por convênio entre a prefeitura e o Ministério das Cidades.
Para o secretário municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis), Paulo Brum, “a lei exclusiva para acessibilidade compila as legislações para dar efeito prático rumo ao acesso livre e universal das pessoas com deficiência, garantindo o seu direito de ir e vir”'.