segunda-feira, 16 de julho de 2012

ArquIdéias: Galeteria Lobão

Desde março de 2011 estou tendo a oportunidade de trabalhar em parceria com o arquiteto Armando Costa, ex-professor de faculdade.
Um dos projetos que desenvolvemos em parceria durante este tempo é o da Galeteria Lobão em Pelotas|RS. Estabelecimento tradicional da cidade, a Galeteria procurava aumentar sua capacidade, anexando mais dois salões e uma nova e moderna cozinha.
Com a ampliação, desenvolvi uma nova fachada e os estudos para projeto de interiores.
O objetivo principal foi dar um ar moderno, mas mantendo a rusticidade de alguns materiais como tijolo aparente e paus falquejados.
Ao longo do projeto, algumas alterações estão sendo feitas, mas compartilho agora com vocês as idéias e os estudos que foram surgindo ao longo do processo criativo.

Nova fachada proposta com ampliação

Novo acesso, unindo as partes nova e antiga da Galeteria


Vista da nova sala de espera no hall do elevador, antes de chegar ao salão superior


Vista do novo acesso ao salão inferior: detalhe para a iluminação na parede , prevista para destacar cartazes de eventos e fotos em caso de formaturas

Vista do novo acesso ao salão inferior: hall do elevador


Vista do novo salão inferior: acesso ao salão superior e aos banheiros 



sábado, 14 de abril de 2012

ArquiOlhares: Na memória da minha câmera e na minha [Parte 03]

Arte urbana na área do Porto de Pelotas, numa ensolarada tarde de um feriado fotografante...

Estampa Urbana


Arte Urbana

Arte Urbana

Vida!!!Em todos os lugares

O coração da rua...

O "gênio" da rua...

Que seja doce...

A arte do abandono...

Alice: Would you tell me, please, which way I ought to go from here?
The Cat: That depends a good deal on where you want to get to
Alice: I don't much care where.
The Cat: Then it doesn't much matter which way you go.
Alice: …so long as I get somewhere.
The Cat: Oh, you're sure to do that, if only you walk long enough


E agora?Pra onde ir?

Arquitetura 'curiosa'...


Renda...




Bella luna...
 

segunda-feira, 26 de março de 2012

ArquiOlhares: Na memória da minha câmera e na minha [Parte 02]

Olhares da primavera de 2011 na Colônia de Pescadores Z3 em Pelotas | RS...









A Colônia de São Pedro, ou Arroio Sujo, como também é conhecida a Colônia de Pescadores Z3, foi fundada em 29 de junho de 1921. Alguns moradores mais antigos afirmam que a família “Costa” (família tradicional local) foi uma das primeiras a se estabelecer na região personificada pelo casal Olegário e Adelaide Costa.No inicio eram poucas pessoas e famílias, vivendo em casas de madeira e palha, oriundas de diversas regiões. Na primeira fase, no início do século XX, os moradores eram do Estado do Rio Grande do Sul, agricultores de cidades como Piratini, Tapes, Viamão e Rio Grande. Já numa segunda fase, à partir da década de 1950, vieram grupos oriundos do Estado de Santa Catarina, oriundos de cidades como Laguna, Itajaí, Florianópolis, entre outras. Eram pescadores. A partir da década de 1960 começaram a vir famílias oriundas de uma ilha conhecida como “Ilha da Feitoria”, localizada à uma hora de barco da Colônia Z3. Numa fase final, a partir do início da década de 1990, começaram a surgir grupos oriundos das periferias urbanas e da zona rural de Pelotas. 
Vale a pena passar por lá e conferir a pesca artesanal, a cultura e o artesanato feitos com escamas, conchas, peles e redes de pesca... 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Levantamento planimétrico de gleba

Em junho de 2011, realizei o levantamento planimétrico de uma gleba de aproximadamente 1,11ha para a atualização cadastral e venda da mesma para a Universidade Federal de Pelotas com o auxílio do estagiário de arquitetura Andrio Oliveira Cardoso da AC Arquitetura.


Prancha 01 Levantamento Planimétrico da Área

Trata-se de uma área de situação ímpar por conter uma casa em estilo colonial de ocupação irregular por diversas famílias.


Pesquisadores da UFPel já encontraram peças que podem ser vestígios da senzala da charqueada Santa Bárbara. Fonte: Correio do Povo



"A casa em estilo colonial, própria do início do século XIX, foi o primeiro passo à descoberta do que pode ter sido a charqueada Santa Bárbara, citada em livros, revistas e documentos e agora localizada por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O endereço é a rua Santa Tecla, próximo à Conde de Porto Alegre, região que ficava às margens do arroio Santa Bárbara, antes de este ser aterrado e virar canal. A identificação das terras que chegaram a pertencer ao vereador José Vieira Viana e a Visconde da Graça dá início a um processo longo, sem data prevista para terminar. As escavações arqueológicas começaram há menos de um mês, em ruína onde possivelmente tenha funcionado a senzala da charqueada.
Doze tijolos do piso e 12 das paredes irão indicar a data do prédio. O material será analisado em laboratório da Universidade de São Paulo (USP) e vai na bagagem do geofísico Gelvam Hartmann, como elemento ao seu pós-doutorado, cujo tema é “O arqueomagnetismo no Brasil”. O resultado deve ser revelado dentro de seis meses. Até o momento, uma moringa (jarro de cerâmica), utilizada no período da escravidão, ajuda a reforçar a tese de que a construção – com 17,60 metros de comprimento por 5,35 m de largura – era, sim, alojamento de escravos. Roldanas, pregos antigos, talheres, vidros, garrafas e artefatos relacionados à montaria e à tração animal já foram encontrados, parte deles em meio aos entulhos do desabamento do telhado e de uma das paredes laterais.
O trabalho é interdisciplinar, em que 15 acadêmicos e cinco professores dos cursos de História, Arqueologia, Museologia e Conservação e Restauro, além do Curso de Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural, unem esforços, compartilham conhecimentos e buscam a melhor técnica para preservar cada peça encontrada. Tão logo o detector de metais começa a ser passado sobre o solo, um sinal sonoro anuncia: um objeto circular, possivelmente uma moeda, é o próximo item a ser numerado, fotografado e catalogado. “Agora, por meio de algum reagente, com um método muito delicado, vamos buscar identificar a datação”, diz o arqueólogo uruguaio Jaime Mujica. Nenhuma informação pode ser desprezada. Todos estão voltados ao mesmo projeto: “O pampa negro: a arqueologia da escravidão na região meridional do Brasil”, patrocinado pelo CNPq e coordenado pelo professor Lúcio Menezes."

Fonte: Correio do Povo , 25 de outubro de 2011
Link para a matéria: www.correiodopovo.com.br

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ArquIdéias: Dadá Lanches




Projeto e execução que se deram ao longo do ano de 2011, a lancheria e pizzaria Dadá ainda está em fase de finalização.
O objetivo geral do projeto foi ampliar o espaço físico da lancheria visto que a demanda já vinha crescendo há muito tempo. Para tanto, o salão inferior foi ampliado e um salão superior foi criado, aproveitando e reestruturando a marquise existente para tornar possível sua ocupação.
Atuei como colaboradora no projeto, ficando sob minha responsabilidade a parte de interiores e nova fachada.
Na fachada, optamos por uma abordagem mais contemporânea, com marcação do acesso, utilização de materiais diferenciados como a madeira e, é claro, o logotipo do Dadá.




No interior, a grande declividade da cobertura e o baixo pé direito existente acabaram gerando um ambiente com diversos níveis de gesso, onde a iluminação foi toda embutida.
Notem como a pintura do "espelho" do gesso no mesmo tom da parede acabou dando a sensação de pé direito mais elevado, este é apenas um dos truques na hora de escolher onde vai cada cor.
Salão Superior (Novo)

Acesso ao lavatório (independente da bacia sanitária)

Salão Superior (Novo)

Detalhe paginação de piso e parede no WC
Confira como tudo começou!
Início da Reforma Dadá Lanches

Visite o site do Dadá Lanches
www.dadalanches.com.br

sábado, 10 de dezembro de 2011

Um dia na vida de um arquiteto... 11-dez-2011



Dia do Arquiteto!E aí, como foi o seu ano?

Coincidência, ou não, a data comemorativa da profissão cai em uma época de reflexões. Sai o Ano Velho, que venha o Ano Novo. E pra você, arquiteto, como foi seu ano?
Foi um ano de conquistas e agitações para a categoria. Foi um ano marcado pelo início do que estão chamando de "Nova Era" pra profissão, de uma "Nova Arquitetura".

Pois bem, faz um ano da aprovação da lei que instituiu o CAU (Lei 12.378 , de 31 de dezembro de 2010), as eleições foram realizadas, nossos representantes foram eleitos e já tomaram posse.2012 é o ano chave, onde tudo aquilo que está no papel terá que ( obrigatoriamente ) ser efetivamente empregado. Baixada a poeira da "Revolução" agora é hora de realmente tomar posse do território conquistado e passar a planejar e gestionar para que ele obtenha seu desenvolvimento pleno, afinal a conquista é apenas o início do processo e de nada serve um território anexado se este não produz, só gera prejuízo.
Infelizmente o histórico da profissão de arquitetura é muito confuso e acaba não assegurando alguns princípios e direitos básicos ao profissional. É por isso que esta luta tornou-se verdadeiramente uma batalha, pois nós, profissionais de arquitetura e urbanismo, a vimos como única chance de melhorar o panorama geral. É a chance de transformar um devaneio, uma utopia divulgada principalmente e amplamente no meio acadêmico em realidade.
É por isso mesmo que nós, que temos o privilégio de estar vivendo este tempo, temos o dever de, acima de qualquer coisa, NÃO ESTRAGAR TUDO. É agora ou nunca, e já foi dada a largada.A esperança é grande, até mesmo o incomparável Niemeyer mostrou que deposita toda a confiança em nós, que somos o futuro da profissão em seu manifesto aos senadores e deputados em 25 de agosto de 2009.

"Próximo de completar 102 anos de idade eu poderia afirmar que tenho mais de 102 motivos para me manifestar a favor da criação do CAU, mas isso tornaria essa minha manifestação interminável. Entretanto cito Brasília, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, que, por si só, já demonstra a importância e o reconhecimento da nossa arquitetura e urbanismo no  cenário mundial. Acrescento apenas que a criação do CAU representará o reconhecimento pela sociedade brasileira da importância dos serviços que nós, Arquitetos e Urbanistas, temos prestado à Nação. (...) significará um importante passo para a regulamentação autônoma da nossa profissão, combinado com o mais elevado espírito público de defender e servir com qualidade a sociedade brasileira na prestação dos nossos serviços profissionais."

Queridos colegas, ser arquiteto é muito mais do que construir sonhos, é enfrentar com coragem o dia a dia de uma profissão que tem seus altos e baixos. É saber respeitar as escolhas do cliente, mesmo tendo aprendido melhores alternativas na faculdade; é receber um salário ínfimo só pra seguir o sonho de participar da construção de uma cidade; é se aperfeiçoar a exaustão em campos pouco valorizados; é aprender a respeitar os colegas e agir com ética profissional; é passar madrugadas se dedicando a projetos, planos que muitas vezes os leigos chamam de "estudinhos"...
Enfim, pra ser arquiteto, tem que ter muito mais que um dom divino, uma criatividade sobrenatural...tem que ter muita paciência!
Mas não, não somos loucos, ou melhor, somos. Arquitetura é um estilo de vida, é uma paixão pra vida toda!E, paixão não tem razão de ser, não é mesmo?
Apesar dos pesares, não me imagino fazendo outra coisa e tenho a certeza de que com vocês acontece a mesma coisa.
Abaixo um texto publicado no site da universidade de Princenton, como uma descrição da carreira de arquiteto que, certamente auxiliaria a entender melhor a profissão, para aqueles que optaram por ingressar nela. Uma visão prática e cotidiana da arquitetura:Um dia na vida de um arquiteto...

"Most people enter architecture with a vision, a desire to build, and a pre-discovered engineering ability; unfortunately, most architects don't get to exercise any of these skills until many years after entering the profession. Beginning architects research zoning, building codes, and legal filings, draft plans from others' designs, and build models at the side of a more experienced architect. The accomplished architect doesn't spend as much time as he would like designing, either; he spends it on the phone, in meetings, and consulting closely with his clients. Of the people we surveyed, each was surprised by the amount of time they had to spend “selling” or “explaining” their ideas.The most financially successful architects seemed to be the ones best at communicating their unique vision. Becoming an architect is a long process; spending years as a draftsman or researcher leads those without patience to grow frustrated and dissatisfied with their choice of career. Even after the grueling “weeding out” period, surviving as a working architect is difficult. Most architecture firms employ five or fewer people, and the work firms do is mostly commercial or pre-planned residential housing with strict budget and practical limitations. Only a select few architects get to “design” in the way that most budding architects imagine they will. Perpetual revision of plans based on client needs, contractor inefficiency, and budget strictures are daily features of the architect's life. Plans and priorities have to be reevaluated daily and revised accordingly. One architect said, “Practically every plan you draft will look something like what you build, but don't count on it.” A successful architect needs talent, practical, interpersonal, and organizational skills, and most of all, patience."

Um Feliz Dia do Arquiteto aos bravos resistentes nesta arte de fazer Arquitetura e Urbanismo!