quarta-feira, 9 de maio de 2012

Projeto Acadêmico 7° Semestre: Projeto Urbano de Loteamento e Arquitetônico de Centro Esportivo e de Eventos Comunitários



Projetos Urbano e Arquitetônico desenvolvidos ao longo do 7º semestre da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo em parceria com as colegas Hebe Damé, Lauren Teixeira e Sabrina Rau.

Apresentando a área de inserção

O planejamento urbano é  a relação entre a sociedade e o espaço os quais não podem ser vistos desvinculadamente. É preciso que ocorra a observação do entorno e seus elementos condicionantes, sejam eles naturais ou criados pelo próprio homem, como também o cotidiano, os hábitos e a cultura.Assim,  torna-se possível que sejam reveladas  as verdadeiras e imediatas necessidades dos indivíduos que  já habitam  ou futuramente habitarão um determinado espaço. 
Logo, o bairro Dunas configura-se como um exemplo de espaço localizado na  zona periférica urbana, trazendo consigo inúmeras peculiaridades como: a concentração dos serviços e infra-estrutura  na sua área de entrada,  fator que  propicia a segregação social entre os moradosres do bairro.A situação mencionada foi fruto de observações durante a primeira visitação, na qual  ficou claro a divisão do bairro em "Dunas de cima" e "Dunas de baixo". A proximidade, ou nesse caso, a não proximidade dos serviços, trouxe a exclusão social dos moradores da área menos privilegiada.

Conceito


Como resultado desta observação surgiu então a consciência de que, antes de tudo, era preciso proporcionar a revitalização daquele local. Trazer não só a infra-estrutura e serviços, mas também os habitantes de outras áreas, proporcionando lazer, sociabilização e integração sem fronteiras. Nasceu, portanto um conceito e, com o conceito, o nome: "Sem porteiras".
A idéia inicial é criar um loteamento que "convide" o visitante a entrar, tornando-o um prolongamento do bairro onde se insere. Para tanto, uma de suas vias de acesso principais é a via central do bairro Dunas.
Na via projetada, um alargamento verde "recebe" pedestres e veículos, concentrando grande potencial de desenvolvimento de atividades e de comércio.

"A calçada larga é um elemento urbanístico muito útil. Grande parte do lazer coletivo se dá no passeio, lugar ótimo para crianças brincarem sob as vistas da mãe, para adolescentes namorarem, para velhos tomarem sol, para os vizinhos baterem papo..." (A cidade como um jogo de cartas, pág. 98)

Conforme esse pensamento, a proposta é também criar passeios de uso compartilhado com veículos, 
que configurem-se como verdadeiros calçadões, contendo praças lineares, utilizadas também como canteiros drenantes para escoamento pluvial. Desta forma, propõe-se a sociabilização dos moradores, valendo-se de que cada um deles se responsabilize pela conservação do trecho em frente à sua casa, o que facilitaria o papel do poder público e criaria "...uma espécie de condomínio de todos os moradores da quadra..." (A cidade como um jogo de cartas, pág. 82), ou arredores, disponobilizando áreas de lazer menores, porém sempre próximas às residências, facilitando o controle dos pais com crianças pequenas, além de evitar as ocupações irregulares, presentes na cultura local.
Área PAC
A questão cultural também foi levada em consideração quando se propõe uma solução de unidade habitacional PAC diferenciada, com possibilidade de comércio na frente da residência, uma vez que essa tipologia aparece com freqüência no bairro, criando pequenos "negócios de família", já que "Variedade e complementaridade de funções, cruzamento de usos e pessoas são excelentes na cidade: garantem vida, segurança, animação." ( A cidade como um jogo de cartas, pág. 85).
Porém, estas unidades e demais comércios foram distribuídos cuidadosamente, de modo que os usos sejam compatíveis, em locais de maior fluxo e agitação, como a via principal do loteamento. A via foi hierarquizada através da disposição de duas pistas veiculares, incluindo a ciclovia e o canal, resultado do desvio do curso natural existente. Optou-se pelo desvio do mesmo já para configurar uma hierarquia de vias e para aproveita-lo esteticamente, muito embora seja considerada a topografia local. Não se pode deixar de comentar a riqueza do local como área de estudo e desenvolvimento projetual. Os condicionantes naturais como o curso d'água e a topografia; os produzidos pelo homem como a rede de alta tensão; a própria legislação e os aspectos culturais citados anteriormente configuram parâmetros fixos, que desafiam a flexibilidade do projeto.
Buscando se adaptar a eles, é feita uma divisão de lotes de diferentes dimensões, o que auxilia no processo de adensamento e posterior comercialização dos mesmos, uma vez que lotes mais caros e mais baratos estarão lado a lado.
Plano total do loteamento
Como é citado no livro "A cidade como um jogo de cartas", pág. 86: "O isolamento nas cidades só favorece a morte do bom relacionamento entre as pessoas, se houver lugares onde só se trabalhe, por exemplo, à noite ficarão desertos, ociosos, se os mais ricos só quiserem ficar juntos, acabarão mais estranhos aos outros e mais expostos à vidência, separar os pobres em bairros distantes, iguais e sem graça é impedí-los de ficar junto às melhores oportunidades 
de trabalho". Por estas e outras razões, os quarteirões divididos em mais de um tipo de lote são tão convenientes.


Acesso principal ao ginásio de esportes

Acesso principal ao ginásio de esportes - vista noturna

Praça de skate e comércio


Praça de skate e comércio - vista noturna

Acesso salão de festas e acesso de veículos

Auditório e Pátio Coberto


Modelo 3D desenvolvido pela arquiteta e urbanista Thaís Debli Libardoni.

Um comentário:

  1. teria como me arruma esse projeto do salao de festas?
    aguardo uma resposta.....roberto.froes@gmail.com

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